sexta-feira, 18 de setembro de 2026

IA: Educação e Filosofia

Não sou pioneiro nestas questões. Pesquiso através IA porque sei que ela vai buscar à rede a resposta para as minhas perguntas. Os medos e as expectativas aqui explanados, são consequência dos pensamentos humanos e, por esse motivo, sujeitos a erros de julgamento, no entanto, estão de acordo com alguns dos receios, agora revelados, das empresas que desenvolvem esta tecnologia. Talvez seja isso que me faz continuar a publicar esta entrevista. Volto a alertar os leitores deste blogue, que as respostas da Inteligência da sua inteira responsabilidade. Dela, e dos autores que ela plagiou. Eu limitei-me a questionar. Continuemos, então:

Entrevistador: Qual o papel da educação e da filosofia perante o advento das novas tecnologias?

Inteligência: A educação e a filosofia deixaram de ser um caminho seguro para o mercado de trabalho ou exercícios académicos. Serão, num futuro próximo, ferramentas de defesa biológica e cognitiva da nossa espécie.

Se a máquina processa, calcula e optimiza melhor do que qualquer humano, o ensino não pode continuar a focar-se na memorização ou na especialização técnica Hiper focada, sob pena de treinar os jovens para profissões já obsoletas.

A escola do futuro próximo tem de abandonar o modelo industrial do século XIX (que formava cidadãos para cumprir tarefas repetitivas e previsíveis) e focar-se no que é radicalmente inacessível ao silício.

Entrevistador: Qual a solução?

Inteligência: Saber factos ou fórmulas de cor perde o valor quando a IA os acede em milissegundos. O foco educativo deverá migrar para o pensamento crítico de segundo nível: ensinar os alunos a duvidar dos dados, a detectar alucinações algorítmicas, a cruzar fontes e a auditar os vieses das respostas geradas por IA.

Assistiremos a um novo conceito de alfabetização. As crianças deverão aprender como os algoritmos de recomendação e as redes sociais manipulam a sua dopamina e a sua atenção. A higiene digital e a protecção da privacidade passam a ser matérias tão obrigatórias e vitais como a segurança rodoviária ou a saúde pública.

Entrevistador: Poderemos resgatar as competências analógicas e sociais?

Inteligência: Não é uma questão de ser, ou não, possível. Estarão as sociedades dispostas a um desmame tecnológico regulado?

Vamos admitir que a resposta é positiva: Podia-se valorizar novamente as actividades que exigem o corpo biológico e a presença física: a retórica (o debate oral frente a frente), a arte manual, o trabalho em equipa comunitário e a inteligência emocional. Estas acções teriam como objectivo treinar a resiliência psicológica contra o isolamento provocado pelas "bolhas" virtuais. Ter-se-ia de começar por algum lado.

Outra acção a ter em consideração seria a reformulação da Filosofia de modo a manter a guarda do agenciamento humano

A filosofia deixaria de ser uma disciplina secundária e assumiria o papel de código-fonte regulatório da civilização. A sua missão seria traçar as linhas vermelhas que separam a utilidade mecânica da dignidade biológica.

Entrevistador: Uma nova bioética da consciência?

Inteligência: Sim, uma nova ética adaptada a um crescimento, que a grande maioria da população mundial não está preparada para aguentar.

A filosofia teria de insistir na distinção crucial entre Inteligência (capacidade de resolver problemas, que a IA tem) e Consciência (capacidade de sentir dor, alegria, remorso ou empatia, que a IA não tem).

O julgamento moral e as decisões éticas (na justiça, na medicina, na guerra) deviam ser blindados por lei como monopólio exclusivo de entidades conscientes (humanos).

Se a IA e a robótica retirarem ao ser humano a necessidade de trabalhar para produzir, a filosofia terá de responder à maior crise existencial de sempre: Qual é o valor do homem quando ele já não precisa de ser produtivo?

O humanismo terá de resgatar a perspectiva clássica (grega e oriental) de que o valor da vida reside na contemplação, na criação artística, no autoconhecimento e nos laços afectivos, e não no valor horário de mercado.

A maior urgência de 2026 é fundir estas duas frentes numa Educação Filosófica Prática. Ao ensinar as novas gerações a pensar por si mesmas, a valorizar a sua biologia imperfeita e a rejeitar a sedação do conforto algorítmico, criamos a única barreira eficaz contra a obsolescência programada da humanidade. É nos bancos das escolas que se decidirá se o futuro será pós-humano ou profundamente humanista.

(Continua)

 


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