Não sou pioneiro nestas questões. Pesquiso através IA porque sei que ela vai buscar à rede a resposta para as minhas perguntas. Os
medos e as expectativas aqui explanados, são
consequência dos pensamentos
humanos e, por esse motivo, sujeitos a erros de julgamento, no entanto, estão de acordo com alguns dos receios, agora
revelados, das empresas que desenvolvem esta tecnologia. Talvez seja isso que me
faz continuar a publicar esta entrevista. Volto a alertar os leitores deste blogue,
que as respostas da Inteligência
da sua inteira responsabilidade. Dela, e dos autores que ela plagiou. Eu
limitei-me a questionar. Continuemos, então:
Entrevistador: Qual o
papel da educação e da filosofia perante
o advento das novas tecnologias?
Inteligência: A educação e a filosofia deixaram
de ser um caminho seguro para o mercado de trabalho ou exercícios
académicos. Serão, num futuro próximo,
ferramentas de defesa biológica e cognitiva da
nossa espécie.
Se a máquina processa, calcula e optimiza melhor do que
qualquer humano, o ensino não pode continuar a
focar-se na memorização ou na especialização técnica
Hiper focada, sob pena de treinar os jovens para profissões
já obsoletas.
A escola do futuro próximo tem de abandonar
o modelo industrial do século XIX (que formava
cidadãos para cumprir tarefas repetitivas e previsíveis)
e focar-se no que é radicalmente inacessível ao silício.
Entrevistador: Qual a solução?
Inteligência: Saber factos ou fórmulas de cor perde o
valor quando a IA os acede em milissegundos. O foco educativo deverá migrar
para o pensamento crítico de segundo nível: ensinar os
alunos a duvidar dos dados, a detectar alucinações algorítmicas,
a cruzar fontes e a auditar os vieses das respostas geradas por IA.
Assistiremos a um novo conceito de alfabetização. As crianças
deverão aprender como os algoritmos de recomendação
e as redes sociais manipulam a sua dopamina e a sua atenção.
A higiene digital e a protecção da privacidade
passam a ser matérias tão obrigatórias
e vitais como a segurança rodoviária
ou a saúde pública.
Entrevistador: Poderemos resgatar as competências analógicas
e sociais?
Inteligência: Não é uma
questão de ser, ou não, possível.
Estarão as sociedades dispostas a um desmame tecnológico
regulado?
Vamos admitir que a resposta é positiva: Podia-se
valorizar novamente as actividades que exigem o corpo biológico
e a presença física: a retórica
(o debate oral frente a frente), a arte manual, o trabalho em equipa comunitário
e a inteligência emocional. Estas acções teriam como objectivo
treinar a resiliência psicológica contra o
isolamento provocado pelas "bolhas" virtuais. Ter-se-ia de começar
por algum lado.
Outra acção a ter em consideração seria a reformulação da
Filosofia de modo a manter a guarda do agenciamento humano
A filosofia deixaria de ser uma disciplina secundária
e assumiria o papel de código-fonte regulatório
da civilização. A sua missão seria traçar
as linhas vermelhas que separam a utilidade mecânica da dignidade
biológica.
Entrevistador: Uma nova bioética da consciência?
Inteligência: Sim, uma nova ética adaptada a um
crescimento, que a grande maioria da população mundial não
está preparada para aguentar.
A filosofia teria de insistir na distinção crucial entre Inteligência
(capacidade de resolver problemas, que a IA tem) e Consciência
(capacidade de sentir dor, alegria, remorso ou empatia, que a IA não
tem).
O julgamento moral e as decisões éticas
(na justiça, na medicina, na guerra) deviam ser blindados por
lei como monopólio exclusivo de entidades conscientes (humanos).
Se a IA e a robótica retirarem ao ser humano a necessidade de
trabalhar para produzir, a filosofia terá de responder à
maior crise existencial de sempre: Qual é o valor do homem
quando ele já não precisa de ser
produtivo?
O humanismo terá de resgatar a perspectiva clássica
(grega e oriental) de que o valor da vida reside na contemplação,
na criação artística, no
autoconhecimento e nos laços afectivos, e não
no valor horário de mercado.
A maior urgência de 2026 é fundir estas duas
frentes numa Educação Filosófica Prática.
Ao ensinar as novas gerações a pensar por si
mesmas, a valorizar a sua biologia imperfeita e a rejeitar a sedação
do conforto algorítmico, criamos a única barreira eficaz
contra a obsolescência programada da humanidade. É
nos bancos das escolas que se decidirá se o futuro será pós-humano
ou profundamente humanista.
(Continua)
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