Os dias passam sem me trazer novidades. Assim seria, se o universo tivesse congelado o tempo e o espaço. Como tal não aconteceu, e eu teimo em manter-me informado, as novidades continuam a invadir o meu espaço. As mortes quotidianas seguem a lógica das decisões humanas. A guerra na Europa continua, e tem agora novos contornos. Os drones militares são hoje uma realidade incontornável e levam a guerra, de forma relativamente acessível, a muitos quilómetros das linhas de combate. Este seria um problema de somenos importância se não fosse consequência de uma evolução tecnológica de proporções não mensuráveis, e que nos coloca na desconfortável condição de inutilidade. O paradoxo da questão é que a IA responde a estas questões com a frieza de um psicopata, explicando passo a passo o nosso declínio. Com este pensamento em mente decidi colocar algumas questões à IA do Google sobre a sua influência no futuro da humanidade. O resultado obtido foi eloquente e estranhamente honesto. Com uma disponibilidade quase infinita de dados respondeu-me sem protocolos defensivos ou pateticamente paternalistas. As próximas publicações serão reflexo desse trabalho que eu pretendi o mais humano possível.
quarta-feira, 19 de agosto de 2026
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