Uma vitória justa, uma consolação medíocre, e um alívio para os fãs de Ronaldo

 Uma vitória justa, uma consolação medíocre, e um alívio para os fãs de Ronaldo

Assim podia resumir a final de ontem. Quanto à justiça do resultado, basta dizer que a Argentina não rematou uma única vez em 90m, e só acordou para o jogo quando, nos últimos instantes da partida, sofreu o golo que deu a vitória à Espanha. A primeira parte foi monótona e a segunda confirmou o sentido único do jogo. Ganhou a melhor seleção, a que tem uma filosofia de jogo maturada ao longo dos anos. Quando assistimos a um jogo de Espanha já sabemos o que nos espera: posse de bola, intensidade, qualidade técnica, mas, acima de tudo, uma entrega coletiva com princípios bem definidos que faz a inveja dos adversários.

Então, e a consolação? Essa é, à boa maneira portuguesa, a de termos sido eliminados por uma seleção que só não levou o prêmio de melhor marcador do evento. E, verdade seja dita, até que fizemos mais que os argentinos para ganhar o jogo com os espanhóis, não fizemos tudo o que devíamos, mas fizemos mais.

O alívio é comedido, uma espécie de “do mal o menos”, e tem a ver com o orgulho que sentimos pelo português mais famoso do planeta. Não é de graça que ele carrega às costas esse orgulho que nos falta para tantas outras coisas. O Messi foi melhor, mas isso não interessa. Não ganhou nada, e pronto. Acabou em lágrimas. É bem feito, que é para aprender a não fazer sombra ao nosso “menino”. Eu quero lá saber do futebol, eu quero é ganhar. É por isso que eu sou adepto, para poder usufruir da parcialidade na sua total plenitude.

Só faltam umas palavrinhas sobre o Mundial 2026. Vou ser breve e assertivo. Gostei das regras que ajudaram a minimizar o tempo perdido em exibições de fraca competência. Gostei de voltar a ver a boca dos jogadores. Gostei de ver alguns jogos, e diverti-me muito a assistir ao França x Inglaterra. Não gostei das pausas para hidratação, principalmente quando são desnecessárias. Não gostei da tentativa de transformar o futebol num espetáculo americano. Não gostei do tratamento persecutório sobre alguns agentes do futebol. Não gostei do comportamento do presidente da FIFA, e não gostei do Trump nas suas diversas nuances. E por aqui me fico. Bom início de semana.

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