A Solidão e a Imobilidade Noturna
À noite, o quarto cresce como um animal de paredes húmidas,
e o homem, imóvel na sua ilha de lençóis, escuta relógios a mastigar o escuro.
As pernas são duas portas fechadas por dentro. Pela janela, a lua pendura
peixes de vidro no silêncio. Ele conversa com o teto, com a cadeira, com a
sombra do copo, enquanto a solidão, de luvas brancas, lhe penteia devagar os
ossos acordados.
Texto gerado por IA com instruções de P. Guerreiro com o objetivo de refletir sobre a situação de doença em que este se encontra
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